A França quebrada
Em setembro de 1870, a França perdeu a guerra contra a Prússia em menos de dois meses. O imperador Napoleão III foi capturado em batalha. Paris ficou sitiada por quatro meses.
Quando o armistício finalmente chegou, o preço era humilhante: Alsácia e Lorena entregues à Prússia, cinco bilhões de francos em ouro como reparação de guerra, tropas prussianas desfilando pelas ruas de Paris.
Os trabalhadores parisienses — que haviam suportado o cerco, passado fome, perdido filhos — estavam armados. Durante o cerco, tinham formado a Guarda Nacional. Tinham 400 canhões comprados com dinheiro coletado entre eles mesmos.
O novo governo, instalado em Versalhes e liderado por Adolphe Thiers, queria esses canhões de volta.
Paris havia sobrevivido à Prússia. Não sobreviveria ao próprio governo francês.