"Veni, vidi, Deus vicit."
Vim, vi, Deus venceu.
Às 17h do dia 12 de setembro de 1683, Sobieski ordenou a carga. Dezoito mil cavaleiros — os Hússaros Alados na vanguarda — desceram as colinas de Kahlenberg num galope que fez a terra tremer. Em três horas, o maior exército que jamais sitiou Viena estava em fuga total.
Kara Mustafa abandonou a tenda, o tesouro, os estandartes. Seria executado a mando do próprio sultão meses depois, em Belgrado. O cerco havia durado 61 dias. O Império Otomano nunca mais ameaçaria o coração da Europa.
Galeria — A Husaria em Imagens
O guerreiro mais temido da Europa
O Hússaro Alado carregava entre 30 e 45 kg de equipamento em batalha. A armadura de placas protegia contra flechas e sabre. As asas — armação de madeira com penas de águia ou avestruz — criavam um som ensurdecedor no galope que testemunhos da época descrevem como sobrenatural.
A kopia de 6 metros era oca por dentro para reduzir peso e maximizar o impacto. Ao quebrá-la no primeiro contato, o hússaro sacava a koncerz — espada longa e estreita capaz de perfurar armadura. Eram a cavalaria mais eficaz da Europa por mais de um século.
O efeito psicológico era calculado. Cavalos inimigos debandavam com o som das asas. Formações de infantaria se quebravam antes do contato físico. Os otomanos chamavam a Husaria de "os anjos da morte alados".
O cerco otomano de Viena começou oficialmente em 11 de setembro de 1683. Alguns historiadores observam que Osama bin Laden — homem de profundo conhecimento da história islâmica — pode não ter escolhido a data dos ataques de 2001 por acidente.